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Salvador,18/04/2026

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Caminhonete do Corpo de Bombeiros é flagrada em obra de imóvel ligado a ex-comandante em Vilas do Atlântico


Caminhonete do Corpo de Bombeiros é flagrada em obra de imóvel ligado a ex-comandante em Vilas do Atlântico

Uma caminhonete do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM-BA) foi flagrada sendo utilizada em uma obra de reforma em um imóvel ligado ao ex-comandante da corporação, o coronel Adson Marchesini, em Vilas do Atlântico, no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.


A informação foi divulgada pelo jornal Correio nesta segunda-feira (6). Segundo a publicação, o imóvel está localizado na Rua do Sossego, lotes 19 e 20, na 3ª Etapa de Vilas do Atlântico, e a escritura consta em nome de Adla Angelini Almeida, apontada como irmã de consideração de Marchesini. O ex-comandante, no entanto, confirmou ser o proprietário da residência.


Moradores da região relataram que a obra teve alto investimento. “Ele vinha acompanhar a obra. Quase demoliu a casa inteira”, afirmou uma vizinha, que preferiu não se identificar.


A reforma foi iniciada há mais de um ano e teria sido concluída há cerca de quatro meses. Durante o período, uma caminhonete modelo L200 Triton, ano 2022, registrada em nome do CBM-BA, teria sido utilizada para o transporte de materiais de construção.


Imagens mostram um homem retirando blocos de cimento do veículo, enquanto outro aparece na carroceria da caminhonete. À época dos registros, Marchesini ainda ocupava o comando da corporação.


Em 25 de março, o ex-comandante anunciou pré-candidatura a deputado federal. Ele foi exonerado do cargo em abril do ano passado.


Procurado, Marchesini negou o uso irregular do veículo oficial para transporte de materiais. “Tem carro que me serve. Fui ver a obra várias vezes. É minha (picape vermelha), que eu usava. Meu motorista me levava para ver a obra. Posso ter levado alguma coisa quando fui. É normal, mas carregar material, não, nunca, esqueça”, afirmou.


Sobre as imagens, ele demonstrou incômodo com o questionamento. “Eu não estou gostando do rumo dessa prosa. Sou respeitado e me respeite. Eu fui comandante, tinha um carro à minha disposição que vinha comigo e, às vezes, levava uma caixa ou outra — isso é coisa minha. Minha casa foi feita por uma empresa, foi entregue pronta, meus móveis foram feitos por uma empresa. Não fiz mudança, não fiz nada. Estou tranquilo”, disse.




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