Policial civil que morreu após ser baleado em Salvador atuava há menos de um ano na região onde aconteceu o crime
Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, foi surpreendido por suspeitos armados, enquanto fazia investigações no bairro de Tancredo Neves. Policiais fazem buscas por envolvidos.
O policial civil Adailton Oliveira Rocha, que morreu nesta quarta-feira (15), após ser baleado durante ação investigativa no bairro de Tancredo Neves, em Salvador, tinha sido nomeado há menos de um ano para trabalhar na região.
Segundo a Polícia Civil (PC), o agente de 55 anos estava na corporação desde 2005 e passou por mais de 10 unidades ao longo da trajetória no trabalho. No entanto, a chegada na Delegacia de Tancredo Neves só aconteceu em julho do ano passado.
Antes de atuar na unidade, Adailton já havia passado na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), na Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) da Região Metropolitana e em unidades de bairros como Periperi e Itapuã.
O agente foi surpreendido por homens armados ao entrar em uma rua sem saída. Ele chegou a ser socorrido e foi levado para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), no bairro do Cabula, mas não resistiu aos ferimentos.
"Ele estava em diligência em ação policial. Havia uma informação de um grupo criminoso que vendia drogas e ele se dirigiu ao local com equipe. E durante a incursão em alguns becos, houve a reação dos indivíduos e ele foi atingido na cabeça. Houve troca de trios, nosso policias revidaram. O local esta cercado, com apoio da PM e várias delegacias e de operações especiais, para localizar os indivíduos", contou o delegado Moisés Damasceno, diretor da Departamento de Polícia Metropolitana.
Até a última atualização desta reportagem, não havia registro de suspeitos presos. O policiamento segue reforçado em Tancredo Neves e a circulação de ônibus está suspensa no bairro, conforme informou a Secretaria de Mobilidade (Semob). Com isso, os coletivos só estão seguindo até a localidade de Arvoredo.
Em nota, a PC lamentou a morte do policial e destacou o profissionalismo e a dedicação dele. Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) se solidarizou com familiares e colegas de Adailton.
A pasta disse ainda que o crime terá resposta com rigor e dentro da lei. Informações podem ser repassadas, com anonimato, pelo Disque Denúncia pelo telefone 181.





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